terça-feira, 7 de janeiro de 2014
O ócio é osso
Não é a toa que "ócio" soa igual a "osso." Ócio é osso! Mas por que? Nunca entendi o uso de "osso" na expressão "(algo) é osso!" Por que desvalorizar algo que sustenta o corpo? Na verdade há muitas coisas que sustentam o corpo, cujas excelentes propriedade são subjugadas pelo nonsense que muitas vezes acabamos por exteriorizar linguisticamente. Quem nunca ouviu, por exemplo, um "porra, cara, tu é foda!"? Foda também não é algo super importante para a nossa sobrevivência? Diria mais, para a nossa própria (razão de) existência? Para a nossa multiplicação ("we don't need to multiply"?)? E o que falar da porra!? E o que dizer daqueles que usam o nome de Deus em vão? Esse pessoal que não pode testemunhar uma desgraça e grita "MEU DEUS!" Será que estão falando de Shiva, o deus hindu que destrói? Mas isso tudo é muito interessante, pois, a parada é tão nonsense de um jeito que esses três elementos vitais aqui já mencionado (o quê? Você é ateu? Então são dois, para você!) acabam por serem redimidos/reconhecidos por outras pessoas. Exemplo: um pai ao ver seu filho nascer, pode ficar tão alegre e gritar "MEU DEUS!" para que todos no hospital saibam que o acontecimento símbolo do natal acabara de acontecer alí, em pleno mês de maio. Outro exemplo é bastante feliz, pois vem da música da roqueira baiana Pitty, que canta que "você me adora" e "que [você] me acha foda." Quer dizer, adorar e achar foda também são sinônimos, né! Por fim, nada melhor do que aquelas vezes que você torce por um vilão de filme/série/livros/etc, porque ele é tão foda, que você exclama "meu Deus!" quando ele pratica um ato de infinita maldade e depois você vira para o seu amigo, os dois rindo, e diz: "porra, mah, esse cara é osso!"
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